Morte nas eólicas

eolicaVCardosoPor: Vera Cardoso (texto e fotos)

Um dos maiores impactos ambientais produzidos pelas hélices gigantes dos aerogeradores dos parques eólicos, grandes produtores de energia verde, é a morte de aves.

Esse impacto aumenta de dimensão quando falamos em parques eólicos inseridos na rota europeia de aves migratórias com estatuto protegido, como são o caso daqueles localizados na região de Vila do Bispo, no Algarve.

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Parte destes parques possuem parcerias entre os seus promotores e empresas de consultoria ambiental que conciliam a produção de energia com o respeito pela avifauna.

Através da monitorização do espaço do parque eólico e, com o apoio de radares e de equipas especializadas, previnem o embate de aves nas pás giratórias, que todos os anos, aos milhares, seguem esta rota.

No entanto, o esforço realizado por aqueles que procuram manter o respeito pela avifauna, tem sido muitas vezes quase nulo, pela existência de outros parques nas imediações onde não existe qualquer monitorização.

As suas pás são armadilhas mortais para todas as espécies de aves planadoras.

E, num dia menos favorável, assistimos incrédulos ao decepar de asas ou ao corte brutal, ao meio, dos corpos que nelas embatem...

 

 

 

cyberjornal, 7 novembro 2017

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