Quinta do Pisão, um oásis a visitar em Cascais

Pisao19PT9cyPor: Pepita Tristão

Nestes ensoalhados dias de Inverno, apetece passear, aproveitando da melhor forma os cálidos raios de sol que fazem esquecer as temperaturas frias próprias desta época. E não há nada melhor que uma caminhada que nos permita estar em contacto com a natureza, usufruindo, à vez, de boas acessibilidades e bastantes lugares de estacionamento.

É o que nos oferece a Quinta do Pisão, um oásis verde, onde se pode observar grande diversidade de flora e fauna, como é devidamente assinalado nos diversos painéis disponibilizados ao longo do percurso, que identificam não só os animais e plantas que pode encontrar, como possibilitam localizar as diversas estruturas da quinta e a distância a que se encontram.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Pisao19PT11cyFacilmente se podem identificar muitas das árvores, arbustos e outras plantas, como o sobreiro, o medronheiro, o zambujeiro, o carvalho-cerquinho,o abrunheiro-bravo, o tojo-gatunho, a salva,

o freixo de folha estrita e o junco.

Mais sorte é necessária para vislumbrar alguns dos mamíferos e aves que por lá se têm fixado. É o caso da raposa, da geneta e do coelho-bravo, e ainda da garça-real, da águia-de-asa-redonda, da perdiz-vermelha e do peneireiro, Rastejantes também não faltam, como a cobra-de-ferradura, a lagartixa-do-mato e a salamandra-de-pintas-amarelas.

Ao alcance de todos estão os animais da quinta, que pastam livremente pelos campos. São os cavalos, os burros lanzudos, as ovelhas e outros, que fazem as delícias dos mais pequenos.

Para além da caminhada, pode ainda experimentar algumas das actividades pagas que lhe são proporcionadas, como fazer passeios em burro, de BTT ou seg-way e montar a cavalo.

pisao24 1cmcNa Casa da Cal – Centro de Interpretação da Natureza, para além de uma exposição permanente alusiva aos valores naturais e histórico-culturais da quinta, encontra uma cafetaria de apoio, um posto de venda de produtos da horta e um balcão de informação sobre as atividades que podem ser praticadas no parque.

Dedicada à agro-silvo-pastoricia, a quinta representa um património importante, tanto na organização estrutural da paisagem, compartimentação e uso racional, como na presença de ruínas de valor cultural e arquitetónico.Caracteriza-se por possuir um mosaico de vegetação que ora se estende por prados verdejantes, ora se fecha em copas de árvores frondosas, paisagens moldadas por séculos de ocupação.

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Ali se pode encontrar também, a gruta de Porto Covo, onde foram identificados vestígios tanto de uma comunidade do Período Calcolítico como de enterramentos humanos que datam da Idade do Bronze. Naquele local, durante a Idade Média desenvolveu-se o Casal de Porto Covo, pelo que ainda existe ali uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição e alguns equipamentos de apoio a atividades agrícolas, como estábulos, eiras, fornos e poços. Após anos de abandono, estas pequenas edificações foram alvo de recuperação pela Câmara Municipal de Cascais e estão hoje abertos à visitação. Bem mais tarde, no século XIX a Quinta empreendeu a produção de cal, cuja cozedura tinha um carácter sazonal, realizando-se apenas nos meses quentes e não ultrapassando as três fornadas. Era um ciclo de intenso trabalho, assegurado por pessoas que, no restante ano, de dedicavam sobretudo à agricultura. Estes fornos também foram alvo de recente intervenção, podendo também ser visitados. A partir dos anos 30 do século XX a Quinta do Pisão tornou-se numa colónia agrícola gerida pela Santa Casa da Misericórdia de Cascais, tendo sido criada uma casa de recuperação.

Actualmente, o espaço é gerido pela Câmara Municipal de Cascais que, além de promover a recuperação das áreas agrícolas e florestais, está a dinamizar a repovoação da fauna e a promover uma maior ligação com a população através das atividades desenvolvidas ao longo do ano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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cyberjornal, 13 Janeiro 2018

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