Cemitérios romano-visigóticos em Cascais

(Guilherme Cardoso)

GuilhemeCardosoFBPor: José d’Encarnação

 

O doutor Guilherme Cardoso, presidente da Associação Cultural de Cascais e técnico superior do Centro de Arqueologia de Lisboa, acaba de publicar no nº 57 (2018, p. 169-216) da revista Conimbriga, do Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, o artigo intitulado «As Necrópoles Romanas/Visigóticas de Miroiço e Alcoitão (Cascais)».

Lê-se, no respectivo resumo:

 

            «Dezoito sítios arqueológicos com cronologia datada do período romano / visigodo tardio foram identificados entre 1880 e 2003 no território do actual município de Cascais.

            Duas das necrópoles encontradas foram escavadas em 1999 e 2001, localizando-se uma em Miroiço (Manique) e outra em Alcoitão.

            Na necrópole de Miroiço foram encontradas 33 sepulturas. Entre elas, havia um túmulo de incineração com cronologia arqueológica do Alto Império, enquanto os outros são datados entre o Baixo-império, o período visigótico e, possivelmente, o período islâmico.

            Na necrópole de Alcoitão, escavada inicialmente por Francisco de Paula e Oliveira (1889) e em 1999, foram identificadas 37 sepulturas; funcionou entre o final do Império Romano até o período visigodo.»

            Trata-se, pois, do primeiro estudo sistemático, que traz inovadora luz acerca deste – até agora, obscuro – período da história cascalense e que dá conta, por outro lado, do resultado de trabalhos de escavação arqueológica levados a cabo no âmbito da actividade da Associação Cultural de Cascais.

                                                          

cyberjornal, 12 Setembro 2018

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