Nau da Índia “descoberta” em Cascais

(Reprodução)

subaquaticoEsta tarde foi oficialmente apresentado, no Forte de Santo António, no Estoril, um novo achado subaquático, já apelidado como "A descoberta do século".

Trata-se de uma nau que terá naufragado entre 1575 e 1625, cujo achado se deve à equipa de arqueólogos da Câmara Municipal de Cascais, responsáveis pelo Projeto Municipal da Carta Arqueológica Subaquática do Litoral.

Foi durante um mergulho junto ao ilhéu do Bugio, no rio Tejo, realizado no passado dia 3 de setembro que surgiram os vestígios da nau, a cerca de 12 metros de profundidade,

Estes destroços, segundo foi revelado durante a apresentação, abrangem uma área aproximada de 100 metros de comprimento por 50 metros de largura.

Entre outras coisas, os mergulhadores descortinaram o escudo de Portugal, esfera armilar, um garante de que pertence a uma embarcação portuguesa.

Segundo os mergulhadores, estes achados apresentam melhor estado de conservação e estão espalhados por uma área muito maior daquela de onde foi recolhida a nau “Nossa Senhora dos Mártires” em 1994, referindo-se à nau portuguesa também do Caminho das Índias, utilizada como motivo da Expo98.

Foram já recolhidos e colocados em água nas reservas municipais, alguns dos artefactos, que estavam em risco de ser perdidos, entre os quais, faiança, pimenta da Índia e uma tampa em bronze.

De realçar que esta descoberta resultou do Projeto da Carta Arqueológica Subaquática de Cascais (ProCASC), aprovado pelo município em 2005, que tem por objetivo recolher todo o tipo de informação histórica, numa campanha de investigação subaquática.

Não admira, pois, a satisfação do presidente da Câmara Municipal de Cascais, Carlos Carreiras, ao afirmar tratar-se de “uma das descobertas arqueológicas mais significativas da última década”.

Durante a apresentação salientou também o reconhecimento feito pela comunidade científica de que se trata da descoberta da década e do século, em termos de arqueologia marítima, recordando que os técnicos da Câmara Municipal de Cascais contaram com a colaboração com a Marinha Portuguesa, Direção-Geral do Património Cultural e Universidade Nova de Lisboa.

 

 

 

 

fonte: site CMC 

cyberjornal, 24 Setembro 2018

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