Visita à Villa romana de Freiria

Freiria2018cy 30Pepita Tristão (texto)

César Cardoso (fotos)

A villa romana de Freiria ganhou nova vida, como se pode constactar no passado sábado, dia 22, na inauguração do projeto de recuperação do monumento arqueológico localizado em Freiria, São Domingos de Rana, que delineia o percurso de visita, ao longo do qual se disponibiliza informação acerca dos pontos mais significativos a ter em conta para melhor compreensão do conjunto.

 

 

 

 

 

 

 

Freiria2018cy 22Logo à chegada, no tanque, junto ao fontanário ali existente, uma lavadeira lavava com denodo a sua trouxa de roupa, fazendo a ponte entre o presente e o passado mais remoto.No portão do recinto, já completamente vedado, dois centuriões imperiais franquearam a entrada dos convidados, que puderam seguir pelos passadiços construídos em madeira até ao local das termas, onde uma serva linguareira falava sobre a vida dos seus senhores, explicando a função social dos banhos.

Providas de tanques de águas frias, tépidas, quentes e sauna, as termas eram usadas de manhã pelas damas, e à tarde pelos cavalheiros que ali combinavam negócios e firmavam acordos

A escrava conduziu depois as visitas até à casa senhorial, pavimentada a mosaico, identificando os diversos espaços que a compunham, do corredor periférico que dava acesso aos diversos compartimentos, à cozinha, quartos e locais de oração.

Freiria2018 cy47Um outro colega, não menos falador, mostrou aos presentes o celeiro, uma das estruturas que mais impressionou os arqueólogos tanto pelas suas dimensões como pelo bom estado de conservação em que foi posto a descoberto, assim como os restantes edifícios destinados à produção agrícola, caso do lagar de azeite, dos estábulos para equídeos e bovinos e outros.

O espaço, localizado no vale compreendido entre Outeiro e Polima, foi habitado desde a Idade do Ferro e os Romanos só o terão abandonado nos primórdios do século IV da nossa era. A villa foi alvo de sucessivas campanhas de escavação, sob orientação dos arqueólogos Guilherme Cardoso e José d’Encarnação.

O seu estudo monográfico, da autoria do Doutor Guilherme Cardoso, vai ser publicado pela Câmara Municipal de Cascais e editado ainda este ano.

Antes da visita, foram dadas as boas vindas e explicadas as obras efectuadas para a musealização pela Câmara Municipal de Cascais – CMC, com recurso a fundos comunitários, pelo responsável pela Divisão de Arqueologia da CMC, Severino Rodrigues e pelo presidente da CMC, Carlos Carreiras.

Estiveram ainda presentes a presidente da Junta e Freguesia de São Domingos de Rana, Fernanda Gonçalves e outros autarcas, assim como o director do Museu Nacional de Arqueologia, António Carvalho e um dos arqueólogos responsáveis pelas escavações e estudo daquela estação arqueológica, José d'Encarnação.

No mesmo espaço, durante o serão, decorreu a apresentação da peça "Lisístrata", pelos alunos da Escola Profissional de Teatro de Cascais – EPTC, que foi encenada pelo director daquele estabelecimento de ensino, Carlos Avilez.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais imagens:https://www.facebook.com/pg/Cyberjornal/photos/?tab=album&album_id=2013429445380519

 

 

 

cyberjornal, 23 Setembro 2018

Para inserir um comentário você precisa estar cadastrado!