Camané canta Marceneiro

camane cascaisPor: José d’Encarnação

Constitui sempre um bom acontecimento o facto de se projectarem sessões de fados nalguma das salas do concelho de Cascais.

Será saudosismo da minha parte esta afirmação, porque vivi com alguma intensidade os anos 60, quando Cascais era, noite afora, o «fado fora de portas», designadamente em Birre e também na Torre e nós íamos ao Estribinho (depois, D. Rodrigo) ouvir a Teresinha Tarouca, o Manuel de Almeida, o Rodrigo (claro!) e tantos outros! Na vila, era o Arreda (com o saudoso Chico Stoffel!...) e também o Estoril não ficava atrás.

Congratulo-me, por isso, com o concerto, previsto para o próximo sábado, a partir das 22 horas, no Salão Preto e Parta do Casino Estoril. Primeiro, porque o Camané representa, a meu ver, aquela fase de transição entre o fado à maneira antiga e o fado da nova geração: não deixou de ter esse estilo dos anos 60 e soube envolver fados em roupagens de agora. Depois, porque, nesse espírito, andou muito bem ao agarrar no património que Alfredo Marceneiro nos legou.

O serão de sábado poderá ser, pois, assaz agradável encontro para duas gerações!

 

 

 

 

cyberjornal, 11 Abril 2018

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