Um fim de tarde doce e melodioso

SchubertíadasPor: José d’Encarnação

Mais uma vez, a Fundação D. Luís I, em estreita colaboração com a Sociedade Estoril-Sol, levou a efeito a concretização de um final de tarde prenhe de boas melodias, executadas por um escol de artistas, pôr-do-sol que se revela um encanto para os melómanos. Estou a referir-me ao 3º ano consecutivo das Schubertíadas, que pretende, como o nome indica, evocar o fabuloso génio de Schubert.

 

Tive oportunidade de assistir ao programa de domingo, 24 de Fevereiro, em que foram executadas as seguintes obras: o «Trio com piano nº 1, m si bemol maior», de Franz Schubert, com inesquecíveis e mui talentosas interpretações de Laurent Albrecht Breuninger (violino), Alexandre Castro-Balci (violoncelo) e Alexei Eremine, ao piano. Deliciaram-nos.

Após o intervalo, o Sexteto de Cordas, de Antonín Dvořák, composto na sua maior parte em maio de 1878: além dos já citados ao violino e ao violoncelo, tivemos a mestria de Maria Castro-Balbi (violino), Samvel Barsegian (violeta), Alexandre Delgado (violeta) e Guenrikh Elessine (violoncelo). O curto quarto andamento «Furiant Presto», por exemplo, foi um desafio muito bem ganho pelos executantes. Maravilha!

Esteve muito bem preenchido o foyer panorâmico do Casino Estoril e todos saímos de coração cheio e alma consolada, devido à excelência dos executantes. Aliás, Alexnadre Castro-Balbi fez questão de nos brindar, no final com um extra, em que ecoaram os azougados ritmos andaluzes, servidos por um virtuosismo que nunca é de mais realçar.

Boa iniciativa esta, que cumpre saudar – e os melómanos cascalenses sobejamente agradecem.

 

cyberjornal, 1 março 2019

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