"Um rapaz chamado Rupert partiu-te o nariz com um pau?" no TEC

TECRupert

Foto: TEC - FB

 

 

"Um rapaz chamado Rupert partiu-te o nariz com um pau?" é o título da peça de Guilherme Pelote, com dramaturgia Miguel Graça e encenada por Carlos Avile, que sobe ao palco a partir de 18 de Maio, no Auditório Municipal Mirita Casimiro.

Trata-se da 155ª produção do Teatro Experimental de Cascais - TEC e integra-se na programação do CASCAIS 2018 - Capital Europeia da Juventude.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

SINOPSE

 


Numa peça que se situa nos dias de hoje, são muitas as referências do passado e presente que contribuíram para o desenrolar da ação de Um rapaz chamado Rupert partiu-te o nariz com um pau? Tudo começou no aeroporto, um espaço com muitas particularidades, onde a necessidade de descrever o meu comportamento e interação com o local numa folha em branco começou a florescer. Estando sozinho no aeroporto, uma personagem feminina surgiu e sentou-se ao meu lado. Uma relação começou a desenvolver-se e, rapidamente, a imaginação transportou a história a outros lugares, um clube de jazz e um cinema onde no espaço de uma semana dois desconhecidos partilhavam o mesmo destino em direção a Londres. Um escritor e a personagem da sua peça, dois seres fictícios.
Com três espaços definidos, como é que o passado de um ser humano influencia o seu comportamento perante os outros e perante estes mesmos locais? Partindo desta ideia surgiu um recreio, um baile e um jantar de família, três acontecimentos do passado com influência direta no comportamento do escritor perante a personagem que vai escrevendo e perante os espaços onde a ação se desenrola. Nesta perspetiva, pode-se então concluir que a peça aborda temas como a incapacidade de nos relacionar com outros seres humanos e a necessidade de encontrar um refúgio onde seja possível expressar os ideais que nos caracterizam, visto que conflitos surgem por discórdia de ideais ou inveja dos atributos de outro ser humano, maioritariamente. Somos todos diferentes. 
Dentro destas temáticas e desenvolvendo uma linguagem própria, obras como A vida é sonho e Carnage serviram como inspiração de suporte para os temas abordados na peça. A primeira, obra de Calderón de la Barca, questiona se um sonho não é mais real que a realidade, e se a própria realidade não é um sonho. A segunda, filme de Roman Polanski, explora o comportamento infantil de quatro adultos que tentam encontrar uma solução pacífica entre ambos, quando os filhos se envolveram numa disputa e um atingiu o outro na cara com um pau. Ambos ajudaram na relação fictícia/sonhadora entre o escritor e a personagem e o momento em que Rupert atinge Billy com um pau, respetivamente. Por consequência, a visão pessimista e sarcástica de Woody Allen em relação à existência, o ritmo frenético de Aaron Sorkin ou o humor negro de Martin McDonagh, são igualmente fontes de inspiração num estilo com o qual me identifico. Assim sendo, concluo transmitindo que a peça é direcionada para os dias de hoje em termos de temáticas e estética, referências materiais expostas na ação, sendo que o objetivo de “esticar” a realidade ao máximo, utilizando situações extravagantes, mas inerentes à condição humana, é talvez o princípio de maior importância que serviu de guia para escrever a peça.

 

 

 

Guilherme Pelote

 

 

Ficha Técnica

 


encenação Carlos Avilez
cenografia|figurinos Fernando Alvarez
coreografia Natasha Tchitcherova
desenho de luta David Chan
direcção de montagem Manuel Amorim
contra-regra|montagem Rui Casares
desenho som surround|operação de som Hugo Neves Reis
assistência de ensaios|operação de luz Jorge Saraiva
assistência de encenação Rodrigo Aleixo
execução de figurinos Rosário Balbi
fotografias de cena Ricardo Rodrigues
secretariado|comunicação Maria Marques
contabilidade Ana Landeiroto
bilheteiro Rodrigo Aleixo
manutenção de guarda-roupa Clarisse Ribeiroagradecimentos Rafael Peloteinfo e reservas Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. |214670320
M 16 anos

 

 

A peça pode ser vista de:
18|27 MAI|2018
4ª a Sexta 21h30 | Sábado 16h00 e 21h30|Domingo 16h00 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEC/cyberjornal, 4 Maio 2018

 

Para inserir um comentário você precisa estar cadastrado!