Agentes culturais protestam contra nova política de apoios

TECfachada18Na passada quarta-feira, o Auditório Municipal Mirita Casimiro, no Monte Estoril, encheu-se de gente que, respondendo ao apelo do movimento cívico cultural "Cascais É Cultura" decidiu prestar homenagem ao Teatro Experimental de Cascais, no momento difícil que atravessa, por ter visto o seu subsídio cortado pelo Ministério da Cultura.

Os amigos do TEC tiveram também oportunidade de assistir, ao novo êxito da companhia - "As You Like It - Como Vos Aprouver" peça encenada por Carlos Avilez.

As políticas culturais do Ministro Luís Filipe Castro Mendes e, sobretudo, o novo modelo de apoio às artes, criado pela secretaria de Estado de Miguel Honrado têm sido criticadas pelos mais diversos agentes culturais em todo o território nacional.

 

Devido à contestação ao novo modelo de atribuição de subsídios, depois de conhecidos os resultados provisórios do programa de apoio sustentado até 2021, que ditou cortes das verbas habitualmente atribuídas a algumas das mais reputadas companhias lusas, hoje, sexta-feira, decorreram protestos em: Lisboa, Porto, Coimbra, Funchal, Beja e Ponta Delgada, entre outras cidades.

Também hoje, Castro Mendes esteve no Parlamento, por solicitação do CDS-PP, para explicar o que correu mal na aplicação deste novo modelo de financiamento das artes.

Os protestos que tiveram lugar na tarde de hoje, convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos (CENA-STE), pela REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea, pela Associação Plateia, pelo Manifesto em defesa da Cultura e pela PERFORMART, exigem, em primeiro lugar, a «reposição da dotação orçamental do Programa de Apoio Sustentado às Artes para os valores de 2009, indexados à inflação, corrigindo-se o impacto negativo dos concursos em curso».

Reivindicam ainda, o «combate à precariedade na atividade artística e estabilidade do sector», a «definição de uma Política Cultural, revendo-se o Modelo de Apoio às Artes e respetivos instrumentos de financiamento» e um «compromisso com o patamar mínimo de 1% do Orçamento do Estado para a Cultura, já em 2019».

Anteriormente, na quinta-feira durante o debate quinzenal com António Costa no hemiciclo, o primeiro ministro foi bastante questionado sobre os cortes, horas depois ter anunciado, numa carta aberta ao sector, o reforço de 2,2 milhões de euros para os apoios às artes.

No próximo dia 12, o primeiro-ministro vai receber em audiência, em São Bento, a  Comissão Informal de Artistas, movimento que tem contestado os critérios do concurso do programa de apoio às artes.

 

 

 

cyberjornal, 6 Abril 2018

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