Foi tocante a cerimónia

1amalPor: José d’Encarnação

 

De novo o Espaço TEC, em Cascais, abriu portas para dar azo a mais uma exposição que ficamos a dever, de modo especial, a João Vasco. O consagrado actor resiste aos convites de Carlos Avilez  para voltar ao palco, e prefere, no aconchego dos seus aposentos, programar sabiamente exposições sobre momentos e personalidades que marcaram a vida do seu Teatro Experimental de Cascais.

 

 

 

 

 

 

 

 

1tecAmália se celebrou agora. E foi deveras tocante a cerimónia, quase ao cair da tarde de sábado, 17. Muitos admiradores de Amália e do TEC, a senhora que acompanhou Amália nos últimos tempos, os estudantes da Escola Profissional de Teatro de Cascais (EPTC)… O senhor presidente da Câmara também fez questão em estar presente, assim como a Dra. Catarina Marques Vieira, comissária para a Cascais Capital da Juventude, pois que também esta iniciativa pode inserir-se nas actividades que marcam a juventude em Cascais.

Começámos por ouvir FF – um dos ex-alunos da EPTC que hoje se guindou já a boa plana no mundo do espectáculo e da canção. Deliciou-nos, em voz quente, com o fado Gaivota, numa interpretação muito aplaudida. Ouvimos depois poemas que são letras de fados, ditos por actores da companhia. 

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Ouvimos gravações da Amália, acompanhadas pelos estudantes da Escola. Carlos Avilez referiu três outros vultos que simultaneamente se evocam na exposição: o actor Jose de Castro e dois dos maiores fotógrafos de Amália – Silva Nogueira (1892-1958), que a fotografou de 1942 a 1954, e Maria Luísa Gomes (1953-2006), que superiormente a fotografou depois.

Recorde-se que, como se relata na folha explicativa distribuída na ocasião, esta celebração pretende comemorar o 30º aniversário da recital que Amália realizou, a pedido do Teatro Experimental de Cascais, a 18 de Setembro de 1987, cujos proventos se destinaram a financiar o custo da estátua a José de Castro que viria a ser erguida em Paço d’Arcos. Foi necessário, na altura, «abrir as portas da rua do Teatro Mirita Casimiro, para que o público que não conseguira entrar pudesse ouvir a voz mágica de Amália».

Agora, não foi necessário abrir as portas, que elas se mantiveram abertas; mas a emoção que pelo Espaço se espalhou não se conteve ali e saiu portas afora, no abraço saudoso à nossa Fadista! E no abraço, evidentemente, a todos quantos estiveram na preparação e concretização de tão feliz iniciativa.

 

 

 

 

cyberjornal, 19 Março 2018

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