Vinil invade Espaço Memória do TEC

TECTENTE25cyPor: Pepita Tristão

O Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais acolhe, desde sábado, 16 de março, a exposição  “Máquinas Falantes!”, na qual o visitante pode apreciar a colecção particular de António Tente: fonógrafos, grafonolas e gramofones – centenários e raros.

Pode também admirar umas centenas de discos de vinil cedidos por coleccionadores, que certamente lhe trarão memórias da sua juventude ou da casa dos seus pais e avós.

 

 

 

 

TECTENTE19cyTrata-se de uma mostra que vale a pena visitar, não só pelas recordações que pode suscitar, como pela beleza, valor e raridade de muitas das peças apresentadas, que o seu proprietário António Tente, mantém a funcionar.

São máquinas que fazem parte da história da música e foram de tal forma importantes que, como noticiamos em nota anteriormente editada, o símbolo das estatuetas dos Grammys é a réplica de um modelo específico de gramofone, exibido nesta exposição.

De realçar que António Tente, que também é poeta popular e autor de diversos livros, que podem ser adquiridos naquele espaço, durante o tempo em que a exposição está patente, não tem qualquer apoio para a aquisição e reparação das peças expostas.

 

 

 

Inauguração

 

 

TECTENTE38cyA inauguração da mostra planeada e organizada, como habitualmente, pelo director do Espaço, actor João Vasco, sob o tema «Saudemos o regresso de Sua Excelência o Vinil», atraiu numerosas personalidades ligadas à cultura, que foram recebidas pelos responsáveis pelo TEC, Carlos Avilez e João Vasco e ouviram atentamente as explicações de António Tente sobre as suas "máquinas falantes, assim como os sons emitidos pelas mesmas.

Ainda no âmbito da inauguração, decorreu um debate com os jovens actores Bárbara Branco e José Condessa, que falaram sobre as suas carreiras, e sobre o que os levou a abraçar profissionalmente a representação.

Antes da apresentação destes convidados, a cargo de João Vasco, viveu-se um momento de emoção, quando José Condessa recebeu uma chamada da actriz Lia Gama, em que esta confessou a admiração que sente por ele, estimulando-o a prosseguir e a crescer na sua arte.

TECTENTE47cyOs relatos dos jovens sobre o que os levou à Escola Profissional de Teatro de Cascais - EPTC, divergiram, na sua génese, pois enquanto Condessa, tinha a arte de Thalma a correr-lhe nas veias, pois o pai está ligado ao Teatro, Bárbara Branco só mais, tarde, durante o secundário sentiu o apelo da representação.

José Condessa contou que desde muito pequeno acompanhava o pai e a irmã que faziam teatro amador na Academia de Santo Amaro, daí que o ‘bichinho’ pelo teatro, surgisse naturalmente. Basta dizer que a primeira vez que pisou um palco, numa figuração de anjinho, tinha dois anos. Aos cinco, o pai preparou-o para um monólogo que decorou de ouvido, pois ainda não sabia ler...

Daí a optar pela EPTC, a participar em castings e a entrar no mundo das novelas, antes mesmo de concluir o curso. Um trajecto promissor que lhe exige muito trabalho e dedicação, mas que considera gratificante, por fazer aquilo que lhe dá prazer..

Já Bárbara Branco, confessa que no início, estava dividida entre economia e teatro e foi só quando chegou ao 9º ano que decidiu optar pela representação. A escolha da EPTC para prosseguir a sua formação, foi também o primeiro passo para o sucesso que tem granjeado tanto na ficção televisiva como no palco.

Ambos os jovens têm presentemente um novo desafio, pois vão protagonizar o "Romeu e Julieta", de William Shakespeare, no Teatro da Trindade, com encenação de João Mota.

Em suma, foi mais uma tarde bem passada, em que a juventude do promissor casal convidado, encerrou da melhor forma a apresentação de uma mostra de peças centenárias, mas nem por isso menos belas e dignas de serem apreciadas.

 

 

 

Mais imagens: https://www.facebook.com/pg/Cyberjornal/photos/?tab=album&album_id=2264328956957232

 

 

 

cyberjornal, 17 março 2019

Para inserir um comentário você precisa estar cadastrado!