Ensino em Portugal atrai estrangeiros

estudantesPor: A.F.

Há cada vez  mais estrangeiros a viajar para Portugal e não é só para fazer turismo ou para beneficiar de regimes fiscais favoráveis. 

O número dos que  escolhem uma instituição de ensino superior portuguesa para fazer parte ou a totalidade de um curso também continua a aumentar. Em quatro anos cresceu 67%. E estes alunos representam já 12% do total de inscritos nas universidades e politécnicos nacionais.

De acordo com os últimos números publicados pela Direção-Geral das Estatísticas do Ensino Superior, em 2017/2018 havia um total de 44.485 estudantes que saíram dos seus países de residência para vir estudar para Portugal. Em 2016/2017, rondavam os 37.000. Ou seja, o valor aumentou quase 20% num ano.

A crescente popularidade do país no estrangeiro, a relação custo/qualidade de vida, a posição de algumas escolas nos rankings internacionais e os protocolos celebrados entre universidades e politécnicos com congéneres estrangeiras ajudam a explicar a evolução.

Entre este contingente de  estudantes estrangeiros  ( que não inclui os que já residiam em Portugal antes de ir para a faculdade) existem dois grandes grupos. Há os que vieram para fazer apenas um semestre ou um ano de curso, a grande maioria ao abrigo do programa Erasmus e que aumentaram 4,4% face a 2017. E há os que concluíram o ensino secundário no estrangeiro e que vieram para Portugal tirar um curso superior, seja uma licenciatura, um mestrado ou um doutoramento. Este último grupo – que se diz estar em “mobilidade de grau” – é o mais expressivo e o mais interessante para as escolas, Não só porque estes estudantes ficam mais tempo na instituição de ensino como podem vir a ter de pagar propinas próximas do custo real da formação, podendo chegar aos sete mil euros, no caso das licenciaturas. Esta possibilidade foi criada com a aprovação do estatuto internacional, em 2014.

Por nacionalidade, os brasileiros são de longe os que mais procuram as instituições portuguesas. São quase 11 mil inscritos e representam 39% do total de alunos em mobilidade de grau. Segue-se a uma distância considerável Angola e Cabo Verde. Mas neste ranking das nacionalidades, que acaba por acompanhar a evolução da população estrangeira em Portugal, há mais novidades. Os franceses continuam a aumentar (passaram de 675 inscritos para 1118 no último ano letivo), ultrapassando espanhóis e moçambicanos e ascenderam à quarta posição dos mais representados entre os que escolhem uma instituição portuguesa para tirar um curso na integra. O número de chineses (são agora 600) e alemães também continua a subir . E há ainda outras nacionalidades menos óbvias em ascensão., como iranianos e equatorianos, que passaram de 140 para 255. Por região, as instituições da Área Metropolitana de Lisboa são as mais procuradas, mas foi no Algarve que se registou o maior aumento (69%) entre 2016 e 2017. Por tipo de curso, o destaque vai para os mestrados, que atraíram mais de dois mil alunos.

No caso da “mobilidade de crédito”,(os que vêm a Portugal fazer apenas parte do curso), os brasileiros também estão em maioria, mas a diversidade é maior. Seguem-se os espanhóis, italianos, alemães e polacos. Em ambos os casos, os cursos nas na área das ciências empresariais, administração e direito são os mais procurados pelos estrangeiros.

 

 

 

 

cyberjornal, 5 Novembro 2018

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