Universidades portuguesas atraem estrangeiros

universidadesiglaPor: A.F.

São cada vez mais os alunos estrangeiros a escolher uma instituição de ensino superior portuguesa para fazer parte do curso ou mesmo a totalidade da licenciatura, mestrado ou doutoramento. Os últimos dados da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência  (DGEEC) indicam que no último ano lectivo havia um total de 37.174 estudantes em mobilidade internacional, ou seja, que se deslocaram para Portugal com o objectivo específico de estudar. Em 2015/16 eram 33 mil. E se se comparar com o número de há apenas três anos, o aumento atinge os 40%, já que em 2013/14 rondava os 26.500.

 

 

 

 

 

 

 

universitariosDe fora destas contas ficam os jovens de nacionalidade estrangeira que frequentam o ensino superior português mas que já residiam em Portugal, não sendo por isso considerados alunos em mobilidade.

Entre os mais de 37 mil que se deslocaram para Portugal, a maioria completou o secundário no estrangeiro e veio tirar o curso superior no ensino português. Depois há os cerca de 15 mil que chegam sobretudo ao abrigo de programas como o Erasmus, que lhes permite uma experiência de vida e de ensino noutro país, durante um trimestre ou semestre, acumulando créditos que são reconhecidos nas instituições que frequentam no seu país de origem. A maioria opta por inscrever-se numa universidade pública. No entanto, tal como aconteceu este ano com os candidatos portugueses, os institutos politécnicos assistiram também a um aumento da procura internacional. Tudo somado, em 2016/17, estudantes com mobilidade de “grau” e de “crédito” correspondiam a 10% da população do ensino superior português.

Este fenómeno de internacionalização não é um exclusivo nacional. Mas à medida que as instituições de ensino português ganham nome lá fora – por via dos rankings ou do passa-palavra entre estudantes – e o próprio país atrai cada vez mais visitantes, o crescimento ganha força. De 2016 para 2017, o aumento foi de 12,3%.

Por país de origem, o Brasil continua a ser de longe o maior emissor de estudantes para o ensino superior português – mais de 10 mil -, com destaque para a Universidade de Coimbra, que acolhe cerca de dois mil. Sem surpresas, muitos alunos continuam a vir também de Angola, Cabo Verde e Moçambique. Mas há proveniências em clara ascensão, como é o caso de França.

Mas a verdade é que as origens são as mais diversas, fazendo das escolas portuguesas um verdadeiro mapa mundi, com estudantes do Vietname ao Equador, do Japão ao Peru, passando pela China. Este último, com os seus mais de 700 alunos, é já um dos países mais representados. O Irão, com mais de 250, também tem tido presença assídua.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

cyberjornal, 19 Novembro 2017

Para inserir um comentário você precisa estar cadastrado!