Canteiros de Trajouce em convívio - caldeirada continua

Gui1Maio14Por: Guilherme Cardoso

 

A habitual caldeirada dos canteiros da freguesia de São Domingos de Rana, Cascais, foi mais uma vez motivo para reunião de amigos dos canteiros do Casal Clérigo, Trajouce e Tires.

 

 

 

 

 (Carlos foi o cozinheiro de serviço)

Gui1Maio14cozinhConvívio secular que se perde nos tempos da memória e que alguns canteiros da freguesia teimam em manter vivo.

 

- Quando terá começado?

 

Umas perguntas que temos feito a vários canteiros mas que não nos sabem dizer. A resposta mais comum é que a tradição e terá a ver com as reivindicações operárias do século XIX, mas se verificarmos a importância do 1º de Maio no calendário local notamos, por exemplo, que a igreja de São Domingos de Rana foi sagrada nesse dia. Outra ligação é, sem dúvida, a festa das Maias, tão comuns em Portugal na época Medieval e que hoje são raras no País, devido à proibição do “cantar as Maias” em Lisboa, no reinado de D. João I o que levou à quase extinção desta tradição.

 

O 1º de Maio era um dia de trabalho mas ao mesmo tempo de feriado. Os canteiros iam para a pedreira, onde trabalhavam todos os dias, hasteavam uma bandeira num mastro e faziam uma caldeirada que era comida ao mesmo tempo que bebiam vinho em grandes quantidades. Um dos passatempos era o pessoal ir roubar a bandeira dos canteiros de outra pedreira; caso conseguissem, quem a perdia tinha que pagar um garrafão de cinco litros de vinho. Uma justificação para beberem mais uns copos.

 

 

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cyberjornal, 22 junho 2014 

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