Évora - “Compromisso para o Crescimento Verde e a Biodiversidade”

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O Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, participou esta sexta-feira (dia 9 de janeiro) na sessão de abertura da conferência “Compromisso para o Crescimento Verde e a Biodiversidade”, que decorre no Colégio Espírito Santo/Universidade de Évora.

EvorabiodiversidadeTrata-se da última sessão, com enfoque na Biodiversidade, que resulta do documento Compromisso para o Crescimento Verde (www.crescimentoverde.gov.pt) apresentado pelo Governo há quatro meses e que se encontra ainda em discussão pública. O Compromisso para o Crescimento Verde visa fomentar, entre 2020 e 2030 um crescimento económico verde com impacto nacional e visibilidade internacional, para estimular as atividades económicas verdes e promover a eficiência no uso dos recursos e uma economia sustentável.

Evorabiodiversidade2Esta conferência, organizada pela Quercus em parceria com a Universidade de Évora, com base na iniciativa do Ministério do Ambiente, teve na sessão de abertura a participação do Presidente da Câmara de Évora, Carlos Pinto de Sá; do Presidente da Direção Nacional da Quercus, Nuno Sequeira e do Pro-Reitor da Universidade de Évora, José Godinho Calado.

 

Para além da participação de vários especialistas na área em discussão, o evento contou igualmente com a participação do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, durante a manhã, para apresentar o Compromisso para o Crescimento Verde einiciativas sobre Biodiversidade; e doSecretário de Estado do Ordenamento do Território e Conservação da Natureza, Miguel de Castro Neto, no encerramento dos trabalhos.

 

Na sua intervenção, o Presidente da Câmara Municipal de Évora deixou algumas reflexões que considerou importantes sobre esta matéria. Em primeiro lugar, o facto de, pela primeira vez na história, a Humanidade ter capacidade de alterar profundamente a natureza e as suas consequências poderem colocar em risco o planeta e a própria espécie humana, algo que tem de se ter em conta.

 

O Alentejo não está imune a tais riscos, nomeadamente no que concerne às alterações climáticas nos próximos cinquenta anos, explicou o autarca, dando como exemplos a questão da água e da desertificação e defendendo que deve-se enfrentar estes desafios com estratégias, mas também com políticas, programas e metas a longo prazo que possam ser avaliadas e também corrigidas.

 

Saudando a presente iniciativa, deu as boas vindas aos participantes, fazendo votos para o sucesso dos trabalhos e que, em conjunto, se encontrem caminhos que permitam abrir perspetivas e responder a este problema gravíssimo. Alertou para a necessidade de construir um compromisso alargado cujos mecanismos de intervenção sobre fenómenos de natureza estrutural – como é o caso da gestão dos recursos naturais e energéticos, da biodiversidade e da sustentabilidade – tenham um âmbito também ele estrutural. E isso implica um consenso político alargado sobre a defesa dos valores ambientais, dos recursos naturais e dos bens públicos que, evidentemente, não se compadecem com circunstancialismos ou políticas de natureza conjuntural.

 CME/cyberjornal, 10 Janeiro 2015

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