Constança Urbano de Sousa preocupada com a segurança no Mediterrâneo

OeirasConferMAI15 29pppPepita Tristão (texto)

César Cardoso (fotos)

 

O Estado Islâmico, o surto de refugiados para a Europa e a segurança no espaço europeu foram os temas abordados na Conferência "Segurança no Mediterrâneo e Terrorismo", que decorreu na passada quinta-feira, dia 10 de Dezembro, no Salão Nobre do Palácio do Marquês de Pombal, em Oeiras, numa sessão presidida pela Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa.

 

 

 

 

 

Com o salão completamente lotado, coube ao presidente da Câmara de Oeiras, Paulo Vistas, dar as “boas vindas” a todos os assistentes. Sobre as temáticas abordadas numa altura em que o Mediterrâneo – “flanco Sul” da segurança da União Europeia, da NATO e, naturalmente, de Portugal, assume particular relevância, Paulo Vistas sublinhou que o radicalismo «não é património de nenhuma religião» e advertiu que não é possível «tolerar a intolerância». Como autarca e político afirmou ainda a sua disponibilidade para colaborar com as forças de segurança.

A Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa começou por realçar que os povos do Norte de África e Médio Oriente são os mais massacrados do Mundo, sendo o Mediterrâneo, pela sua posição geográfica e características transnacionais, palco de muitos tráficos, seja de estupefacientes seja de pessoas e, presentemente, a rota seguida por milhares de imigrantes e refugiados que fogem ao terrorismo e procuram refúgio na Europa.

«O Mediterrâneo é a fronteira mais letal do Mundo», afirmou, recordando que há mais de 1 milhão de pessoas a tentar entrar na Europa por esta via e que já morreram, desde o início deste fluxo migratório mais de 22 mil seres humanos que fugiam do conflito e do terrorismo.

Sublinhou ainda que para Portugal o Mediterrâneo é conhecido há muito pela sua importância estratégica, sendo essencial resolver as questões relativas à segurança nessa área, sem esquecer que essa segurança passa também por garantir as liberdades e os direitos humanos.

No que respeita à ameaça terrorista que pende sobre a Europa, Constança Urbano de Sousa, garantiu que estão a ser estudadas algumas adaptações legislativas, embora Portugal já disponha de «um quadro jurídico bastante fortalecido no que diz respeito a matéria de terrorismo» e realçou que o terrorismo não se combate apenas com leis, mas nas suas diversas vertentes, com realce para a prevenção.

Esta conferência organizada pela Câmara Municipal de Oeiras e pelo Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) contou ainda com as intervenções do presidente deste Observatório, Rui Pereira, do embaixador da República Francesa em Portugal, Jean-François Blarel e do secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), Júlio Pereira.

 

 

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cyberjornal, 11 Dezembro 2015

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