O terror chegou a Berlim

lutoPor: Pepita Tristão

Mais uma vez, a Europa veste-se de preto, devido a um ato tresloucado de um radical ou (o mais certo) de um louco que em nome de um Deus que deverá estar a verter lágrimas por comprovar como os homens se servem dele para mascarar as suas mais hediondas fantasias, não hesitou em matar da forma mais odiosa os seres mais desprotegidos, que encontrou pela frente.

Desta feita aconteceu num mercado de Natal, em Berlim, Alemanha. A arma voltou a ser um camião com o qual o assassino, um jovem paquistanês de 23 anos de idade entrou pelo mercado de Natal, na segunda-feira, provocando a morte a 12 pessoas e ferimentos em 48 dos muitos homens, mulheres e crianças que visitavam o mercado.

Corajoso, depois do morticínio, que terá ficado aquém do visado, o paquistanês que entrou no País com estatuto de refugiado, para vergonha de quantos realmente fugiram do terror que se vive nos seus países, pôs-se em fuga, mas foi preso pela polícia alemã, que há algum tempo havia sido avisada para um ataque terrorista, precisamente num desses mercados onde miúdos e graúdos esperam concretizar os seus sonhos natalícios.

Embora parca em informações, a polícia alemã já deu a conhecer que o homem que estava morto, no lugar do co-piloto, era o verdadeiro condutor do camião, pertencente a uma empresa de nacionalidade polaca.

A morte por arma de fogo, parece indiciar o óbvio, que durante a rota estabelecida para o camião da marca Scania, que circulava carregado com uma estrutura de aço, de Itália para a Polónia, terá sido intercetado e morto pelo paquistanês que a si próprio se cognomizou de “Natal B”. O dono da empresa já havia denunciado que horas antes perdera o contato com o condutor, por sinal, seu primo.

Nada de sabe das identidades das vítimas, apenas que parece não haver portugueses entre elas, mas certamente serão pessoas de diversas idades, que apenas queriam passar uma época natalícia feliz, no sossego dos seus lares, algo que lhes foi roubado e que ensombrará, certamente, durante muitos anos, os natais das suas famílias.

Resta-nos salientar o rasgo de força da chanceler alemãAngela Merkel: «Não vmos renunciar ao Natal. Queremos viver livres na Alemanha».

E se nos for permitido um voto para o ano 2017, diremos que todos nós queremos viver livres deste clima de terror que se tem estendido à Europa, em Paz connosco e com os outros, a quem estendemos as mãos, e de quem esperamos, no mínimo, que se integrem nas nossas sociedades, respeitando-nos, tal como os respeitamos.

 

 

 

 

 

NR: O cyberjornal editou esta notícia, tendo por fonte o El Mundo. Sabe-sa, entretanto, que este jovem paquistanês, cuja identidade não divulgamos, foi libertado, procurando-se, ainda, o verdadeiro autor do massacre. Tal facto não invalida o sentido das nossas palavras e da indignação contra quem quer que seja que pratique estes atos indignos.

 

cyberjornal, 20 dezembro 2016

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