Paris sangra na madrugada

ParisTourEifotoLuisPepita Tristão (texto)

Luís Santos (foto)

 

 

Mais uma vez Paris foi alvo de um ataque terrorista.

Paris, França, a Europa e toda a cultura ocidental parecem continuar a ser o alvo preferencial de extremistas, em nome de uma crença que não honram.

Radicais que não hesitam em matar os seus irmãos nos países de origem, e muito menos em atacar os países que sempre os acolheram de portas abertas, parecendo, mesmo, empenhados em implementar/potenciar neles a a xenofobia e o ódio.

 

 

 

 

 

 

Quando escrevo estas linhas, os ataques ainda não foram reivindicados, mas já se sabe que causaram cerca de 150 mortos e centenas de feridos, muitos dos quais com gravidade. Entre as vítimas mortais encontram-se cinco presumíveis terroristas e quatro homens da lei.

Com a Europa a sangrar, de novo, não podemos deixar de lamentar tantas vidas ceifadas de forma gratuita, tantas famílias feridas para sempre, com as quais nos solidarizamos.

O ataque que teve início na noite de sexta-feira, cerca das 20.30 horas (hora portuguesa), pôs a capital francesa em estado de sítio, levando François Hollande a declarar estado de emergência nacional e a encerrar fronteiras, recorrendo ao exército para debelar os diversos actos terroristas que decorreram na noite de ontem.

Foram identificados, pelo menos sete locais onde os atentados se registaram, assim como 16 tiroteios, dois dos quais visando o restaurante “Petit Cambodge” e o bar “Le Carillon”. Quase em simultâneo registaram-se três grandes explosões, provocadas por suicidas, junto ao estádio de França, onde decorria um jogo amigável entre França e a Alemanha, ao qual François Holande assistia.

No entanto, o maior número de vítimas – mais de 80 -  registou-se no "Le Bataclan", uma casa de espectáculos onde decorria o concerto da banda "Eagles of Death Metal".

Entre as vítimas mortais, registam-se um português, taxista, há vários anos emigrado em França,que se encontrava perto do Estádio de França e uma luso descendente, que se encontrava no "Le Bataclan".

Foi a libertação das centenas de reféns que os terroristas fizeram no "Le Bataclan" , que ocorreu no início desta madrugada que marcou o fim dos incidentes que mergulharam a cidade-luz na escuridão do medo.

 

 

 

NR. Alguns dos números de vítimas foram actualizados, esta tarde, após serem divulgados pelo estado francês, os dados oficiais dos massacres.

 

cyberjornal, 14 Novembro 2015

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