UC e GNR colaboram na luta contra incêndios

lousaaerodromoO Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Associação para o Desenvolvimento da Aerodinâmica Industrial (ADAI), da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), e a Guarda Nacional Republicana (GNR) vão assinar um protocolo de colaboração, na próxima sexta-feira, dia 20 de julho.

A cerimónia realiza-se no Laboratório de Estudos sobre Incêndios Florestais, situado no Aeródromo da Lousã, pelas 11 horas.

De acordo com Domingos Xavier Viegas, que lidera a ADAI, «o protocolo que se vai assinar entre o Comando Geral da GNR e a Administração da ADAI destina-se a formalizar uma atividade de colaboração que já existe há vários anos entre as duas entidades, no âmbito dos incêndios florestais.»

A GNR «intervém na temática dos incêndios florestais, desde a sensibilização da população e do território, a vigilância dos espaços rurais e a deteção de incêndios, até à intervenção em ataque inicial e prolongado e também na gestão das vias de comunicação e evacuação de localidades. Em cada uma destas ações existe margem para melhoria, através da análise e do estudo dos procedimentos e da retirada de lições a partir de situações passadas. Por outro lado, a preparação dos agentes da GNR requer a incorporação de conhecimentos, a proporcionar em ações de formação», explica.

A equipa do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da ADAI «tem vindo a desenvolver atividade de estudo e investigação sobre os incêndios florestais, desde 1985, em colaboração e com o apoio de diversas entidades, incluindo a GNR. A ADAI participou em diversas ações de formação de agentes do GIPS e de oficiais da GNR e obteve a colaboração da GNR, em particular do SEPNA (Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente), na investigação de causas de incêndios, o apoio do GIPS na realização de ensaios de campo e no acompanhamento de incêndios», sublinha Domingos Xavier Viegas.

Por isso, conclui o professor catedrático da FCTUC, o presente protocolo «destina-se a fomentar a continuação destas ações e ainda a cooperação na realização de projetos, organização conjunta de ações de formação e de demonstração prática, especificação de meios técnicos, análise de acidentes e colaboração em ações de sensibilização.»

UC/cyberjornal, 18 Julho 2018

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