Aeródromo de Tires "vira" aeroporto

AerodromoMunicipalCascaisPor: A.F.

Até Julho o Aeródromo Municipal de Cascais, localizado em Tires, vai subir de categoria: deverá passar a  ser um aeroporto. O objectivo da mudança é poder receber operadores de aviação executiva, assumindo-se como uma alternativa ao Aeroporto de Lisboa para este tipo de tráfego. É neste sentido que no aeródromo de Tires tem vindo a ser feito um trabalho de qualificação, tendo em vista a transformação num aeroporto destinado à aviação executiva.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nos últimos cinco anos, fruto de um investimento de €3,2 milhões, o foco tem sido dotar este aeródromo de meios e equipamentos necessários para uma certificação em classe superior (as infraestruturas aeroportuárias são certificadas de I a IV). Já em Outubro, a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), certificou o aeródromo de Cascais Classe III, “o único em Portugal continental com esta classificação, podendo receber atualmente tráfego internacional, ainda que com algumas condicionantes – para voos de países terceiros continua a ser necessário um conjunto de autorizações prévias de várias entidades, num processo administrativo cujos tempos de resposta não são, muitas vezes, compatíveis com a realidade” disse Miguel Sanches, diretor daquela infraestrutura.

A ideia é passar a funcionar como aeroporto para toda a aviação executiva da região de Lisboa. Isto beneficiaria o Aeroporto de Lisboa, que se diz que está sistematicamente sobrelotado e tem falta de slots.

No trajeto de certificação para atingir a classe IV, o próximo passo será a renovação do terminal de passageiros, de forma a que, cumprindo os requisitos operacionais possa acomodar diversas autoridades e oferecer um serviço e qualidade a todos os operadores e passageiros. Este mês, arranca o procedimento administrativo para esta intervenção que se espera estar concluída durante o primeiro semestre deste ano.

Em concreto, com a classe IV, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a Autoridade Tributária e Aduaneira passam a estar em permanência no aeródromo.

Em termos de acessos ao futuro aeroporto de Cascais também haverá novidades. Já está identificado o espaço-canal e está a ser negociado, entre a Câmara Municipal de Cascais e a Brisa, um ramal de saída da A5. O terreno e o trajeto já estão identificados e mapeados.

O maior cliente do aeródromo, o grupo Sevenair, considera importante esta evolução. A Sevenair, através da sua divisão Sevenair Air Services, opera duas concessões de voos regulares, uma que liga Porto Santo à Madeira e outra que liga o Sul ao Norte do país (de Portimão a Bragança), passando por Cascais. Nesta última de um total de 11.500 passageiros transportados em 2017, cerca de um terço embarcaram ou desembarcaram em Cascais (1944 movimentos).

Ao todo, em 2017, esta divisão gerou 3829 movimentos no aeródromo de Cascais, o que somando com a divisão de transporte aéreo, cimentou a posição do grupo como maior operador naquela infraestrutura aeroportuária.  

cyberjornal, 8 Fevereiro 2018

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