Em Évora discute-se empreendimento na Porta de Aviz

EvoraavizEntre sete a oito dezenas de comerciantes de Évora responderam esta terça feira, 14 de Abril, ao convite da Câmara Municipal de Évora e da Associação Comercial para iniciar a audição pública sobre a intenção de edificação de um empreendimento comercial na zona da Porta de Aviz.

 

 

 

 

 

 

 

 

Evoraaviz1Ao longo de mais de duas horas, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, diferentes empresários e comerciantes foram expressando preocupações relativas à fragilidade da situação do comércio tradicional reforçando-as com o receio de que um novo centro comercial possa contribuir para o seu agravamento.

Nesta audição, que vem no seguimento da política de gestão participada promovida pelo município, o Presidente da Câmara Municipal de Évora, Carlos Pinto de Sá, fez também o ponto de situação sobre o investimento no Parque Industrial, lembrando que, “pese embora esteja parado, a licença de construção mantém-se ainda em vigor”.

Evoraaviz3Sobre a intenção de um promotor privado construir um empreendimento comercial na zona da Porta de Aviz em parcelas de terrenos cuja posse pertence à Câmara Municipal, o autarca de Évora reafirmou que a edilidade ainda não tomou uma decisão.

“Até ao final do mês teremos de decidir, daí que tenhamos decidido promover estas audições, que se irão repetir com a população, com os empresários e com as restantes forças políticas, para que, com a participação de todos, possamos encontrar a melhor solução. Relembro, contudo que não compete às câmaras o licenciamento deste tipo de investimento, pelo que neste caso concreto a única decisão que a Câmara de Évora poderá tomar é sobre a venda ou não destes terrenos”.

Procurando disponibilizar aos presentes o máximo de informação possível, Carlos Pinto de Sá teve o cuidado de apresentar todos os cenários. “Se vendermos, para além do encaixe financeiro, importante face à situação económica da edilidade, poderemos impor ao promotor condições vantajosas para a cidade. Se a decisão recair no sentido oposto, nada impede que o investidor compre outro terreno, no qual o Plano Diretor Municipal e Plano de Urbanização preveja uma edificação do género, e, nesse caso, a Câmara terá muito pouco espaço de manobra”.

 

 

 

 

CME/cyberjornal, 15 Abril 2015

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