Lisboa mais bonita

Lxterminalcruzeiros Por: A.F.

É um enorme terraço com vista para o Tejo, para o casario colorido e reabilitado de Alfama e o imponente Panteão Nacional, que faz lembrar o miradouro ondulado da cobertura do novo Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia (MAAT), em Belém. Mas a sua área é muito maior, à medida do vasto edifício que o sustenta, ainda em acabamentos: o novo terminal de Cruzeiros de Lisboa, em Santa Apolónia.

 

 

 

 

 

 

 

O miradouro é de acesso público e vai estar sempre cheio de gente, O terminal, com capacidade para 1,8 milhões de passageiros de cruzeiro por ano vai ser inaugurado durante o Verão. A grande obra pública, concessionada `Lisbon Cruise Terminal (LCT) é o principal símbolo da renovação da frente ribeirinha em Lisboa entre o Terreiro do Paço e o Parque das Nações, uma faixa de 10 quilómetros de extensão rematada por uma grande obra privada: os Jardins de Braço de Prata, uma urbanização de luxo com uma frente de 500 metros para o rio. Foi projectada pelo famoso arquiteto italiano Renzo Piano, os dois primeiros edifícios já estão a ser construídos, a área de 10 hectares que vai ocupar está toda em obras e terá cerca de 500 apartamentos, comércio, espaços verdes e novos acessos viários.

A meio caminho desta frente ribeirinha, na zona do Beato, ergue-se o antigo edifício da Manutenção Militar onde está a nascer o Hub Criativo do Beato, um polo projectado pela Câmara Municipal de Lisboa para o empreendedorismo, as indústrias criativas e as empresas multinacionais de referência, que vai criar cerca de 3000 empregos qualificados.

Depois de Belém, Junqueira, Alcântara, Santos e Cais do Sodré, chegou a hora da renovação da parte oriental de Lisboa, de Santa Apolónia, Madre de Deus, Xabregas, Beato, Marvila, Poço do Bispo e Braço de Prata.

O grande agente da mudança é o Terminal de Cruzeiros. Custou €22,7, tem espaços verdes e estacionamento aberto ao público, e vai concentrar num único local o movimento de navios de cruzeiro que hoje está disperso por Santa Apolónia, Rocha Conde de Óbidos e Alcântara. A expectativa é que venha a ter num curto prazo um movimento de 800 mil passageiros por ano. Como em 2016 Lisboa atraiu 522 mil passageiros, trata-se simplesmente de uma autêntica invasão marítima turística. Em Maio cresceu 27% mas ainda não se sabe bem qual vai ser o impacto económico e social na vida da cidade.

Há ainda um projecto em que a autarquia está a apostar: a ligação da frente ribeirinha ao interior da cidade através de novas ruas, avenidas e viadutos. E espaços verdes como a renaturalização do Vale de Chelas, que vai criar um corredor verde contínuo desde o rio à Mata de Alvalade. 

 

 

cyberjornal, 23 junho 2017

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